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Após fim do serviço 710 da CPTM, passageiros relatam desgaste na rotina e superlotação nos trens

  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de nov. de 2025

A operação ligava os municípios de Jundiaí e Rio Grande da Serra em viagens diretas


Estação Palmeiras Barra-Funda Reprodução: Agência SP

Encerrado na quinta-feira (28/08), o fim do serviço 710 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem causado transtorno para os usuários das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa. Um mês após as mudanças, passageiros relatam maior desgaste na rotina e superlotação nos trens.

Criado em 2021, o serviço ligava os municípios de Jundiaí, no interior paulista, e Rio Grande da Serra, no ABC Paulista, em viagens diretas. O trajeto incluía 31 estações, passando pelo centro da capital. O motivo do fim da operação foi a privatização da linha 7-Rubi, assumida pela empresa TIC Trens.

Com a mudança, a estação Palmeiras-Barra Funda passou a ser ponto final das duas linhas, onde usuários devem fazer baldeação para seguir viagem. Entre os impactos na rotina, passageiros declaram um aumento significativo no tempo de deslocamento.

“Afetou bastante o tempo do meu trajeto, considerando que o trem tem intervalos bem maiores do que o metrô, por exemplo. Ainda estou tentando me adaptar a essas mudanças”, declarou a passageira Eduarda Vieira.

“Tem sido bastante desgastante. Se saio só um pouco mais tarde de casa, já chego atrasada na faculdade”, afirmou a estudante da UFABC Luiza Molina.

Outra questão que afeta o público é a superlotação nos trens e estações, especialmente na própria Barra Funda. A CPTM alega que a estação foi escolhida como ponto de conexão das linhas por oferecer menor tempo de transferência e eliminar a necessidade de deslocamento por escadas.

“Sinto que os trens estão mais cheios, justamente por conta dessa mudança. A Barra Funda já era bastante movimentada e sinto que ficou pior”, criticou a moradora de Caieiras Lais Paulo.

Segundo a ARTESP (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), existe a possibilidade de retorno do serviço, apenas em 2030. A retomada depende de fatores estipulados no contrato de privatização e na futura concessão da linha 10-Turquesa, ainda operada pela CPTM no momento.

 
 
 

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