São Paulo ainda espera a linha 6-laranja do metrô
- 24 de nov. de 2025
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Nova linha promete mudar a rotina de quem vive na zona norte de São Paulo

Obra da Linha 6 - Laranja
Reprodução: TCE SP
Prometida para 2020, a linha 6-laranja do metrô da cidade de São Paulo ainda está em construção. Quando concluída, a Linha deverá ligar a Brasilândia à estação São Joaquim, na Linha 1-Azul. A promessa é reduzir o tempo de deslocamento da periferia ao centro de 1h e 30 minutos para cerca de 23 minutos, de acordo com o Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. A obra já passou por paralisações, mudanças de consórcio e prazos adiados.
“Faz tanto tempo que ouço falar dessa linha que já parece até lenda urbana. Para mim, seria muito significativo, porque para chegar às áreas mais centrais eu demoro mais de uma hora.” conta Ingrid Neves, de 21 anos, moradora da Brasilândia, na zona norte. Segundo Ingrid, com a nova linha, o acesso seria mais fácil a essas regiões. “Economizaria várias horas, já que a estação ficaria a uns 15 minutos de ônibus da minha casa. Hoje, a mais próxima é a de Santana, que leva cerca de uma hora pra chegar”, afirma.
Cauã Moraes, de 22 anos, outro morador da Brasilândia que trabalha no centro da cidade, relata, que a Linha 6-Laranja vai ajudá-lo, principalmente por causa da economia de tempo no trajeto entre o bairro e o centro: “Vou ganhar pelo menos uma hora a mais no meu dia, o que faz muita diferença na minha rotina.”
A Linha começou a ser construída em 2015, mas logo enfrentou impasses com o consórcio responsável e problemas financeiros. As obras ficaram paradas por anos até que o grupo espanhol Acciona assumisse o projeto, retomando os trabalhos. Mesmo assim, imprevistos continuam surgindo, como o desabamento próximo ao rio Tietê, causado em 2022, retardando mais ainda as obras.
“A obra começou com várias empresas envolvidas, o que gerou problemas administrativos. Projetos desse porte são sempre complexos, e é comum haver imprevistos que causam atrasos. Até mesmo feriados e folgas dos operários, que são direitos deles, podem impactar o cronograma”, comenta Ingrid, moradora do bairro e ex-funcionária da Acciona.
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